Neste apê, as cores foram inspiradas na natureza carioca
Os tons foram pincelados pelo décor e trouxeram a dose de aconchego que faltava aos ambientes
A
tela de José Bechara (Lurixs) espalha os tons do mar pela sala. Sofá,
poltronas e mesa de centro do Arquivo Contemporâneo. (MCA
Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
O apartamento, de uma família que se divide entre
Rio de Janeiro e São Paulo, estava com a reforma pronta quando as arquitetas Patricia Landau e Carolina Escada, da
Escala Arquitetura, entraram em cena.
(MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
A planta era bem dividida (
360 m² e três suítes),
mas, sem a decoração, os ambientes pareciam frios e sem vida. Quem
passou o briefing para a transformação foi o filho dos proprietários –
ele é o principal usuário do apê em suas temporadas cariocas e pediu
mais personalidade e aconchego.
A mesa da
sala de jantar é um desenho antigo de Claudio Bernardes. Na parede,
lâminas de peroba-do-campo. Cadeiras e tapete do Arquivo Contemporâneo.
Tela de Burle Marx. (MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
Porém, queria que o piso de nanoglass branco, que já estava instalado
na área social, fosse mantido. “Tivemos de driblar a frieza desse
material. Por isso, sugerimos vestir as paredes com painéis de
peroba-do-campo para conseguir um visual mais quente e optamos por um
tapete
que cobre quase toda a extensão da sala”, conta Carolina. “Depois, com
as cores das obras de arte, dos tecidos e dos objetos, o décor ficou
mais convidativo e charmoso”, completa.
No
home office, poltrona Jangada, de Jean Gillon, mesa Quilombo, de Arthur
Casas, e cadeira de Ricardo Fasanello (Arquivo Contemporâneo). (MCA
Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
A madeira também mudou a cara do
home office, que
virou uma caixa revestida, quase um casulo, e ganhou uma composição de
quadros e fotos da família. “Tivemos ainda o cuidado de posicionar o
escritório num pedaço com
vista para o mar e de
integrá-lo à sala. A nova configuração ampliou as possibilidades de uso
do living. Ele agora é um grande ponto de encontro para a família e os
amigos”, diz Patricia.
Pinturas
em nanquim de Claudia Melli e a escultura de Raul Mourão se destacam no
corredor junto ao escritório. (MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
A
praia, logo em frente ao prédio, influenciou outras decisões do projeto. “Montamos uma cartela de cores que se relaciona com
o clima e a luminosidade do Rio,
com azuis, verdes e laranjas. Também criamos uma espécie de varanda num
canto do estar, de frente para uma sequência de janelões”, conta
Patricia.
A
cabeceira de linho traz conforto e funciona como apoio para os quadros.
Mesa lateral da Quartos Etc. e luminária da Lumini. (MCA
Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
Nesse espaço, um espelho reflete a paisagem e a chaise com pufe, o
sofá de madeira e o tapete sobreposto, que lembra uma esteira, garantem o
clima relaxante.
“Conseguimos privilegiar a elegância sem abrir mão da descontração.
Essa mistura de estilos ajudou a deixar o apartamento mais gostoso”,
finaliza ela.
Na
suíte do filho, a prancha de surfe se integra ao décor. Poltrona do
Arquivo Contemporâneo e tapete kilim listrado da Galeria Hathi. (MCA
Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
Com
jeito de sala de banho, o banheiro principal tem piso e parede de
madeira, em contraste com os azulejos brancos. (MCA Estúdio/Revista CASA
CLAUDIA)
Detalhe irreverente: a foto de Rodrigo Sack ao lado da banheira. (MCA Estúdio/Revista CASA CLAUDIA)
Fonte: Casa Claudia